Departamento de Relações Internacionais

Breve descrição do curso

O curso busca formar profissionais com densa capacidade analítica para lidar com as rápidas transformações do mundo contemporâneo, cada vez mais influenciado por decisões que transcendem as escalas nacionais. A dinâmica das mudanças que ocorrem no cenário internacional e na política mundial e os impactos resultantes dessas mudanças para Estados, instituições públicas e privadas e demais organizações da sociedade civil organizada demandam profissionais que estejam aptos a traduzir a complexidade das relações internacionais, estabelecendo estratégias de ação diante dos desafios e oportunidades que se apresentam. 

Nesse sentido, o objetivo precípuo do curso de Relações Internacionais da UFS é formar Bacharéis em Relações Internacionais, dotados de uma sólida base teórica aliada às atividades práticas próprias da área, conscientes do seu papel na estrutura sócio-produtiva e política sergipana, nordestina e brasileira e aptos para atuar, de forma ética, diante da complexidade das relações internacionais contemporâneas. 

A formação dispensada aos discentes do curso de relações internacionais da UFS se coaduna, portanto, com a missão da instituição que é dotar os alunos de uma formação humanística e de uma visão holística que os habilitem a compreender o meio social, político, econômico e cultural no qual estão inseridos e a atuarem em ambientes de mudanças e incertezas. Além disso, busca formar profissionais que tenham condições de internalizar valores éticos adequados à dinâmica das relações internacionais.

Número de vagas ofertadas por turno

60 vagas anuais, uma entrada, turno vespertino.

Horário de Funcionamento

8h às 19h 

Número de professores

10 docentes.

Mercado de Trabalho

O campo de atuação profissional de relações internacionais é amplo e comporta múltiplas possibilidades para o egresso. Além disso, o mercado de trabalho está em expansão no Brasil. No setor público, além da carreira diplomática, destacam-se as diferentes carreiras do Estado, organizadas ao longo dos anos 1990, a exemplo da carreira de analista de comércio exterior (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), analista de finanças e controle e especialista em políticas públicas e gestão governamental (Ministério do Planejamento), analista de informações e pesquisador (Agência Brasileira de Inteligência), além dos novos cargos das diversas agências reguladoras que possuem estrutura de cooperação e assessoria internacional.

Ademais, oportunidades de trabalho têm sido também criadas nas assessorias e secretarias de assuntos internacionais nos governos estaduais e municipais (especialmente nas capitais). Esta ação põe em evidência a preocupação de entidades subnacionais de estarem mais bem preparadas para procederem à captação de investimentos estrangeiros, à elaboração de projetos de cooperação técnica internacional, entre outros. As organizações internacionais e o terceiro setor têm também crescido como importantes recrutadores de profissionais da área, principalmente na gestão de projetos em parceria com o poder executivo dos diferentes níveis da esfera pública. Vale também destacar a importância que têm tomado a participação do setor privado, com destaque para bancos, indústrias de grande e médio porte, empresas de diferentes setores, consultorias, etc.

Em resumo, os setores potenciais de atuação do profissional de Relações Internacionais podem ser agrupados em três grandes grupos:

a) Academia e instituições de pesquisa. Além de exercer a docência em diferentes instituições de ensino, o profissional poderá elaborar pesquisas e projetos específicos que visam conhecer o contexto mundial, bem como refletir e apresentar propostas de inserção internacional do país, dos estados e de localidades específicas;

b) Órgãos Públicos e/ou Organizações Governamentais. O profissional poderá atuar nos diversos órgãos da administração pública das três esferas de governo e que tratam de questões internacionais. Pode atuar, em particular, no Itamaraty ou em comissões temáticas em órgãos da administração direta ou indireta. 

c) Iniciativa Privada, organizações internacionais multilaterais e organizações não governamentais. Além da atuação em empresas de projeção internacional, o profissional de Relações Internacionais vem sendo absorvido por organizações internacionais sejam elas multilaterais, a exemplo da ONU, a OEA, o Mercosul, e organizações não governamentais. 

Em 2009, a Universidade Federal de Sergipe foi pioneira entre as Instituições Federais de Ensino no nordeste com a criação do curso de Relações Internacionais e oferta de uma primeira turma de bacharelado em Relações Internacionais. Existem hoje na região apenas três cursos de Relações Internacionais ofertados por instituições públicas de ensino superior, além daqueles ofertados por instituições privadas. 

A oferta do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Sergipe partiu da identificação das demandas profissionais que refletem as transformações políticas, econômicas, culturais e sociais que têm caracterizado o mundo nas últimas décadas. Para tanto, a elaboração da grade curricular exigiu uma pesquisa que apontasse, por um lado, as especificidades da área de Relações Internacionais e as disciplinas fundamentais que são imprescindíveis para o curso e, por outro lado, as características singulares do Estado de Sergipe e região nordeste, mapeando assim as áreas potenciais de atuação para o profissional egresso do curso de Relações Internacionais, apontando disciplinas específicas que devem compor a grade. 

O Estado de Sergipe abriga uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes, mas exerce atração, sobretudo em função dos serviços de saúde e de educação, sobre a população dos estados vizinhos. O Estado tem localização privilegiada, no eixo central das principais cidades da região Nordeste, com a fronteira norte distando apenas 400 km da região metropolitana do Recife, e a fronteira sul, a menos de 250 km da região metropolitana do Salvador, regiões em que se encontram os principais pólos industriais e comerciais do Nordeste. Somam-se a isso as vantagens de proximidade de importantes centros urbanos e a qualidade de vida superior representada por um centro regional em ascensão, com oferta de serviços modernos e segurança. 

O Estado de Sergipe tem destaque em setores como o petrolífero e minerais diversos, fruticultura, cimento, açúcar, algodão, têxteis e confecções, entre outros.  A região metropolitana de Aracaju, por sua vez, caracteriza-se como um pólo de desenvolvimento industrial em franca expansão. Nesse contexto, a Universidade Federal de Sergipe, em processo de importante crescimento, tem ampliado seu processo de internacionalização institucional com desdobramentos importantes para o estado de Sergipe. O curso de Relações Internacionais da UFS vale-se, portanto, da estrutura já consolidada e em importante expansão da instituição e das potencialidades do estado e da região nordeste para formar um profissional que atenda aos desafios que hoje se colocam no estado e no país.

Chefias/Coordenação 

Prof. Rodrigo Barros de Albuquerque

Grupos de Pesquisa

Centro de Estudos Internacionais (CEI), liderado pelo Prof. Rodrigo Barros de Albuquerque

Estudos sobre o Atlântico Sul, liderado pelo Prof. Edson Tomaz de Aquino

Grupo de Estudos Comparados em Política Externa e Defesa (COPEDE), liderado pela Prof.ª Érica Cristina Alexandre Winand

Grupo de Pesquisa Internacionalização e Desenvolvimento, liderado pelo Prof. Edison Rodrigues Barreto Júnior (redistribuído)

Laboratório de Estudos de Conflitos e Paz (Labecon), liderado pela Prof.ª Tereza Cristina Nascimento França

Natureza Humana, Pluralismo e Multiculturalismo no Âmbito dos Direitos Humanos, liderado pela Prof.ª Flávia de Ávila

Política Internacional e Processos de Integração, liderado pelo Prof. Israel Roberto Barnabé

PIBIC/PIBID

- Prof. Edison Rodrigues Barreto Junior (redistribuído)

2014-2015, encerrado, Brasil e Canadá face à dinâmica da economia mundial pós crise: mapeando as zonas de conflito e de cooperação

- Prof.ª Érica Cristina Alexandre Winand

2012-, em andamento: O QUE QUER CADA PAÍS SUL-AMERICANO COM A AMÉRICA DO SUL E COM OS ESTADOS UNIDOS? ESTUDO COMPARATIVO SOBRE IDENTIDADE COOPERATIVA DOS PAÍSES QUE COMPÕEM O CONSELHO DE DEFESA SUL-AMERICANO.

- Prof.ª Flávia de Ávila

2015-, em andamento: Natureza humana e direitos humanos

- Prof. Israel Roberto Barnabé

2014-, em andamento: Do Mercosul à Unasul: eixos estatais de cooperação e integração na América do Sul

2012-2013, encerrado: Unasul: o difícil caminho da integração política

2012-2013, encerrado: O Mercosul no século XXI: desafios e possibilidades

2012-2013, encerrado: Mundialização, arte e cultura: um estudo sobre Sergipe

- Prof. Júlio César Cossio Rodriguez

2015-, em andamento: Políticas externas na América Latina: uma análise histórico-comparativa

2014-2015, encerrado: Comparando capacidades materiais: efeitos sistêmicos na política internacional dos países latino-americanos

- Prof. Rodrigo Barros de Albuquerque

2015-, em andamento: A eficácia dos regimes internacionais na União Europeia: análise comparada entre a política externa comercial, os direitos das mulheres e a implementação do direito comunitário

2015-, em andamento: A livre circulação de pessoas: um estudo comparado entre a União Europeia e o Mercosul

- Prof.ª Tereza Cristina Nascimento França

2012-2013, encerrado: Cidades arrasadas x Conferências: as relações internacionais e o ordenamento mundial na Segunda Guerra Mundial

Notícias
Evento
Semana Acadêmica
Semana Acadêmica 2016 ocorrerá no período de 17 a 21/10/2016